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‘20% dos meus investimentos vão para bitcoins’, diz jovem que aplica desde os 13 anos

Universitário investe em bitcoins desde os 13 anos; CORREIO tira dúvidas sobre a moeda digital e mostra os riscos e benefícios

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 Em duas semanas, os R$ 4,5 mil que o estudante de Ciências da Computação Luís Fernando Grappi tinha acumulado na sua carteira de bitcoins dobraram para R$ 9 mil. Fernando adquiriu a sua primeira fração de bitcoins por R$ 50, quando tinha 13 anos. “Inicialmente, eu comprei por ser uma alternativa de mercado para enviar e receber dinheiro sem taxa. Mas quando a moeda começou a se valorizar rapidamente, aí eu passei a guardar um pouquinho”.
A valorização da noite para o dia acabou causando este “boom” das moedas digitais, que não existem fisicamente como uma cédula nem são controladas por governos ou instituições financeiras, mas que têm sido exigida até mesmo por hackers em resgate depois de ataques cibernéticos como o da semana passada que atingiu bancos e empresas em todo o mundo.

A principal dessas moedas digitais, o bitcoin, começou o ano em R$ 3 mil chegou a alcançar R$ 10 mil (uma unidade), como afirma o presidente do Mercado Bitcoin, Rodrigo Batista. A casa de câmbio digital é a maior operadora da moeda no Brasil, onde é possível adquirir cotas a partir de R$ 50.

“Se você faz um pagamento com o bitcoin, ele é rápido, barato e não precisa conhecer nem confiar em quem está pagando ou recebendo. Não tem a questão da insegurança também relacionada à clonagem de cartão de crédito por ser uma moeda criptografada”.

Em termos de investimento, adquirir bitcoins é como comprar dólar: “Quem quer usar o  bitcoin como investimento tem que ter essa noção de que pode ter um risco de perdas, mas de ganhos altos. O mercado do bitcoin, no entanto, opera 24h por dia, todos os dias do ano”, destaca.

Explosão

Ainda que o dinheiro não apareça na conta bancária, os bitcoins movimentam bilhões. Recentemente, o Japão igualou a moeda ao iene, o que aumentou ainda mais a sua valorização. “ A equiparação colocou o Japão em primeiro lugar no mercado de bitcoins e acabou criando  uma demanda muito grande  em relação à moeda”.

De acordo com Batista, a expectativa é que o Mercado Bitcoin opere mais de R$ 1 bilhão até o final do ano. No último mês, a casa de câmbio digital ancorou no site R$ 140 milhões. “De 2012 até 2014, a gente cadastrou 100 mil clientes. Completamos este mesmo volume só nos cinco meses de deste ano”, pontua.

Movimento que explica por que a carteira do estudante de Ciências da Computação, Luís Fernando Grappi, dobrou de uma semana para outra. Ele investe também em ações na bolsa de valores e em títulos do Tesouro Direto.

Fernando fez recentemente um cartão de débito em bitcoins, pelo qual o valor pode ser carregado na moeda digital e convertido na moeda local na hora do pagamento. “Se eu quiser retirar da carteira o que eu tenho investido, posso também vender meus bitcoins e converter isso em reais novamente. Hoje, 20% dos meus investimentos vão para a minha carteira de bitcoins. É aquele valor que não é tão baixo, mas que você pode perder sem sofrer”.

Fonte: Correio da Bahia.

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