Home » Notícias » Capetinha tenta sair do inferno em meio a processos, pensões, prisões e penhoras

Capetinha tenta sair do inferno em meio a processos, pensões, prisões e penhoras

A ascensão e queda de Edilson, que tem R$ 6 mi em dívidas trabalhistas: CORREIO teve acesso a relatório que inclui mansão de R$ 3 mi entre bens confiscados
csm_22082017_JG_edilson_capetinha_treino_Bahia_Fazendao_final_baiano_2010_foto_marina_silva_arquivo_correio_75ac977b64

Em 2004, ele era o anjo caído do céu para realizar o plano grandioso de levar o Vitória ao título brasileiro. De helicóptero, junto com o amigo Vampeta, o baiano Edilson descia no centro do gramado do Barradão, quase dois anos depois de conquistar o penta com a Seleção Brasileira.

Após passagens gloriosas por Palmeiras, Corinthians, Benfica de Portugal, Cruzeiro, Flamengo e Kashiwa Reysol do Japão, o Capetinha voltava para se consagrar na terra de todos os santos. Para se consagrar e para cuidar dos seus negócios, entre eles o bloco Bróder, a casa de shows Estação Ed 10, as diversas bandas de pagode que lançou e os inúmeros imóveis que adquiriu em anos de carreira.

Corta para 16 de agosto de 2017. Edilson é preso por policiais civis e é levado para a sede da Polinter, em Salvador. O motivo? Uma dívida que se arrasta desde 2013 referente ao não pagamento mensal de R$ 8,8 mil em pensão alimentícia para um dos seus filhos, que mora em Brasília. Ao ser preso por quase quatro dias, um deles no Complexo Penitenciário da Mata Escura, notícias sobre uma dívida trabalhista ainda maior vieram à tona.

Falou-se em R$ 10 milhões em débitos. Mas, esse número, ao menos os relacionados com processos trabalhistas, ainda não foi fechado. “Ainda vamos atualizar, mas a dívida atual ultrapassa R$ 6 milhões”, diz o diretor da Coordenadoria de Execução do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Rogério Fagundes. A pergunta que fica é se Capetinha está falido.

Processos

O CORREIO teve acesso ao relatório do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT), onde foi instaurado um processo de penhora unificada que reúne de 20 a 30 processos trabalhistas contra Edilson, contra empresas em seu nome, como a casa de shows Estação Ed Dez, que funcionava no bairro da Federação, e contra pessoas ligadas a ele. O fato é que a maioria dos bens do ex-craque está bloqueada.

Há também imóveis milionários penhorados ou em processo de penhora, a exemplo de uma mansão no bairro do Horto Florestal avaliada em R$ 3 milhões, e uma casa em Guarajuba, no Litoral Norte, no valor de R$ 1 milhão.

Além desses, na lista de bens bloqueados, penhorados ou em processo de penhora, tem outros dez imóveis, quatro carros, contas bancárias, ativos financeiros e saldos de cartões de débito e crédito provenientes de vendas de abadás para o bloco Bróder.

Isso porque, para buscar formas de Edilson pagar as dívidas, o TRT rastreou o seu patrimônio milionário, que estaria, em parte, nas mãos de laranjas. Por isso, o tribunal arrolou no processo unificado não só o atleta, mas um grupo econômico que envolve empresas, sócios e familiares de Edilson, inclusive a sua própria mãe, Maria de Lourdes da Silva Ferreira, a qual tem um carro em seu nome.

Além de familiares e sócios, na lista de “devedores” também consta as empresas E&E Eventos, a Ed Cem Editora Musical, a Gooold Soccer Assessoria Esportiva, a Tribrazil Produções Artísticas, a Nos Duas Indústria de Moda e mais duas empresas de intermediação de negócios.

Fonte : Correio da Bahia

Powered by Dragonballsuper Youtube Download animeshow