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AULA DE ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Por Prof.º Doutorando Luis Antonio Santos e Santos

 

Período composto por subordinação

No período composto por subordinação sempre aparecem dois tipos de oração: oração principal e oração subordinada.  O período:

Todos esperam sua volta

É um período simples, pois apresenta uma única oração. Nele podemos identificar:

Todos (suj.) esperam (v.t.dir.) sua volta. (obj. direto)

Se transformarmos o período simples acima em um período composto, teremos:

Todos esperam que você volte.

1ª oração: Todos esperam

2ª oração: que você volte

Nesse período, a 1ª oração apresenta o sujeito todos e o verbo transitivo direto esperam, mas não apresenta o objeto direto de esperam. Por isso, a 2ª oração é que tem de funcionar como objeto direto do verbo da 1ª oração.  Verificamos, então, que:

  1. a 1ª oração não exerce, no período acima, nenhuma função sintática. Por esse motivo ela é chamada de oração principal.
  2. a 2ª oração depende da 1ª, serve de termo (objeto direto) da 1ª e completa-lhe o sentido. Por esse motivo, a 2ª oração é chamada de oração subordinada.

Resumindo:

Oração principal: é um tipo de oração que no período não exerce nenhuma função sintática e tem associada a si uma oração subordinada.

Oração subordinada: é toda oração que se associa a uma oração principal e exerce uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto adverbial etc.) em relação à oração principal.

As orações subordinadas classificam-se, de acordo com seu valor ou função, em:

Orações subordinadas substantivas

Inicialmente, diga-se que são aquelas orações subordinadas que exercem as seguintes funções: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado nominal e aposto, exemplos:

Insinuou nada conhecer.

Pediu que se fizesse silêncio

As orações subordinadas substantivas podem ser de seis espécies:

1ª. Subjetivas: são aquelas que exercem a função de sujeito em relação a outra oração. Exemplos:

Importa estudar continuamente

Sabe-se que a situação econômico-financeira ainda vai ficar pior.

Convém que não saias da classe.

Facilita encontrar o sujeito de uma oração interrogar o verbo da oração:

Importa o que?; o que se sabe?; o que convém?

2ª. Objetivas diretas: são aquelas que exercem a função de objeto direto de outra oração.

Informamos que os alunos sairão pela porta dos fundos.

Daiane não sabia como realizar o sorteio.

Responda se conhece o novo time do Novo Tempo.

Olha como tudo terminou bem!

Penso que eles viajarão amanhã cedo.

Temo que Marcos saia triste.

Pedi que saíssem da sala.

Vi-o correr.

Observa-se que o objeto direto é identificado da seguinte maneira: quem confia, confia em alguma coisa; quem sabe, sabe de alguma coisa; quem espera, espera alguma coisa; e assim por diante.

As locuções tenho medo, estou com esperança e sou de opinião ou ele é de opinião têm força transitiva direta, isto é, são equivalentes a verbos transitivos diretos: temer, esperar, opinar. Se estas expressões vierem acompanhadas de preposição de antes da conjunção que, as orações já não serão objetivas diretas, mas completivas nominais:

Tenho medo de que ele não resista ao interrogatório.

Estou com esperança de que ele saia vitorioso.

Estou com receio de que não ocorra o jogo.

3ª. Objetivas indiretas: são aquelas que exercem a função de objeto indireto de outra oração, isto é, ligam-se à oração principal mediante preposição. Exemplos:

Preciso de rever todas as provas.

Rogerio não gostou das provocações e insinuações.

O acidente obstou a que chegássemos mais cedo.

O jovem obedeceu a todos que lhe são superiores.

A identificação do objeto indireto é realizada mediante o seguinte procedimento: quem precisa, precisa de alguma coisa; quem gosta, gosta de alguma gosta; quem obedece, obedece a alguma coisa; e assim por diante.

4ª. Completivas nominais: são aquelas que completam o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Exemplos:

Fernando tinha esquecido de que sua proposta não agradara.

Eder estava esperançoso de que tudo se resolveria.

A opinião de que Wilton desistirá do estudo é conclusão precipitada.

Assim como alguns verbos exigem objeto que lhes complete o sentido, há algumas palavras que necessitam de outras que lhes completem o sentido. Assim, pode-se à semelhança dos verbos, perguntar: acordo de que?; esperançoso de quê?; opinião de quê? (ou sobre o quê?); medo de quê? A reposta a estas perguntas constitui o complemento nominal.

5ª. Predicativas: são aquelas que funcionam como predicativo do sujeito. Exemplos:

O bom é que você não desconfia nunca.

O mal é você ficar de braços cruzados.

O certo é que Ricardo não se casará.

A falácia é que para ficar rico é preciso ficar pobre.

Não se deve confundir oração predicativa com oração subjetiva. Exemplos:

É certo que o Unidos não ganhará do Novo Tempo = subjetiva.

A oração grifada funciona como sujeito

O certo é que o Unidos não ganhará do Novo Tempo = predicativa

A oração grifada funciona como predicativo do sujeito.

6ª. Apositivas: são aquelas que funcionam como aposto. Exemplos:

Sua instrução foi única: estudar sempre

Pedi-lhe um favor: que me chamasse às sete horas.

O aposto é uma foram de adjunto adnominal, que é constituído de uma palavra ou expressão em aposição, exemplificando um ou vários termos expressos na oração. Note-se nos exemplos que estudar sempre explica a frase inicial, determina qual foi sua instrução; qual foi o favor pedido.

 

Exercicios

 

  1. “Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais.” A oração destacada é:

  2. a) substantiva completiva nominal
  3. b) substantiva objetiva indireta
  4. c) substantiva predicativa
  5. d) substantiva objetiva direta
  6. e) substantiva subjetiva
  7. “Estou seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida.” A oração em destaque é substantiva:

  8. a) objetiva indireta
  9. b) completiva nominal
  10. c) objetiva direta
  11. d) subjetiva
  12. e) apositiva
  13. Há oração subordinada substantiva apositiva em:
  14. a) Na rua perguntou-lhe em tom misterioso: onde poderemos falar à vontade?
  15. b) Ninguém reparou em Elisangela: todos andavam como pasmados.
  16. c) As estrelas que vemos parecem grandes olhos curiosos.
  17. d) Em verdade, eu tinha fama e era valsista emérito: não admira que ela me preferisse.
  18. e) Sempre desejava a mesma coisa: que a sua presença fosse notada.
  19.  Qual o período em que há oração subordinada substantiva predicativa?
  20. a) Meu desejo é que você passe nos exames vestibulares.
  21. b) Sou favorável a que o aprovem.
  22. c) Desejo-te isto: que sejas feliz.
  23. d) O aluno que estuda consegue superar as dificuldades do vestibular.
  24. e) Lembre-se de que tudo passa nesse mundo.
  25. No período “Todos tinham certeza de que seriam aprovados“, a oração destacada é:
  26. a) substantiva objetiva indireta
  27. b) substantiva completiva nominal
  28. c) substantiva apositiva
  29. d) substantiva subjetiva
  30. e) n.d.a

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