Home » Artigos » PAULO CARNEIRO E O PLANEJAMENTO DE REESTRUTURAÇÃO DO VITORIA

PAULO CARNEIRO E O PLANEJAMENTO DE REESTRUTURAÇÃO DO VITORIA

Por Luis Antonio Santos e Santos

Programa Planetários Noticias

foto 1

Essa semana recebi um convite de uma torcedora do Vitoria conhecida por Raissa para conhecer um planejamento de Reestruturação do Esporte Clube Vitoria. Aceitei o convite e Lá compareci neste sábado, dia 11 de agosto de 2018, para ver e ouvir atentamente do que se tratava. Confesso que fiquei realmente impressionado com os detalhes magníficos da apresentação.

O esporte é uma paixão mundial, e é um produto “consumido” por públicos de todas as classes e gêneros.

O futebol baiano apresenta diversos motivos para explicar a falta de torcedores nos estádios. Além do baixo nível técnico, comparado às outras equipes brasileiras. Visto que o futebol é um esporte tradicional e o rito de escolha das equipes é hierárquico. Um dos principais chamarizes para o torcedor é ir acompanhar uma boa equipe. Para ter um elenco com bons jogadores precisa não só de investimento. É preciso um Planejamento que foque na metodologia de jogo do clube. É preciso ter identidade própria no que tange a forma de jogar. Não se pode negar que os atuais clubes vencedores têm suas características marcantes na forma de jogar e por nada nem por ninguém se desvinculam disso. O esporte Clube Vitoria não possui atualmente essa característica, e isso pode, ate mesmo, ser uma das causas dos desastres dentro de campo.

Paulo Carneiro

Esse foi um dos principais pontos abordados por Paulo Carneiro durante a apresentação do Inovador Planejamento de Reestruturação do Esporte Clube Vitoria. Não entrarei aqui nos detalhes deste maravilhoso e capacitado planejamento, ate porque, ficou claro que o problema do Vitoria não é a falta de pessoas capazes para gerir o clube. O problema é a vontade de muitos “caciques rubro-negros” que o Esporte Clube Vitoria continue sendo um “clube de amiguinhos” que sirva entre outras vaidades pessoais, como “cabides de empregos” para os “dirigentes feudais” que dominam o clube há muito tempo e tem levado ao declínio ao longo dos tempos, permaneçam dominando e ditando as regras neste clube centenário.

Falando no comportamento desses “dirigentes feudais”, deixo aqui um aviso para que parem de propagar aos quatros cantos que a culpa dos fracassos do Vitoria é em virtude da “abertura do clube” para que os sócio-torcedores possam votar. O clube não lhes pertence, e digo mais, essa tal abertura é fantasiosa quando nos deparamos com o absurdo período de associação que dá direito ao Sócio-Torcedor ter direito a voto (um ano e seis meses). Chegou a hora de mudar essa maquiagem travestida de democracia e nada impediria que o período para ter direito a voto pudesse ser de 06 (seis) meses. Portanto, arrume outra desculpa para a incompetência que acompanha seus respectivos grupos de “dirigentes feudais”.

Não poderia deixar de citar também uma parte muito importante no que tange a contribuição do Esporte Clube Vitoria para o desenvolvimento social com implantação de centros educacionais que beneficie a educação do Estado da Bahia, e quiçá, do Brasil.

Complementando esta visão do esporte como um exemplo de boa conduta social, temos a idéia do esporte como moeda social. Ou seja, o esporte promove interações sociais que vão além de um simples jogo. Uma partida de futebol, por exemplo, pode ser acompanhada de shows, festas e outros acontecimentos que incentivam os relacionamentos dos fãs. O torcedor, às vezes de maneira inconsciente, deseja fazer parte de um todo, de uma multidão com valores compartilhados.

O elemento chave para uma gestão de futebol vencedora é a qualidade do elenco. Porém, esse é o único elemento que o ‘dinheiro não compra’.

E pensando na qualificação do elenco é que esse Planejamento apresenta um diferencial didaticamente esplendoroso. Isso porque valoriza a formação de atleta no próprio clube e obedecendo a metodologia da marcante característica da forma de jogar do clube. Sempre falei em varias resenhas esportivas e debates com alguns torcedores e gestores que não é preciso contratar um “caminhão” de jogadores para que um time seja vencedor. Na minha incauta opinião, sempre acreditei que era necessário contratar pontualmente no máximo dois atletas por setores e que esses atletas tivessem a função primordial de fazer os atletas da base crescerem em campo por suas influencias.

E para minha surpresa, empolgação e esperança, presenciei nessa apresentação do Planejamento elaborado e idealizado por Paulo Carneiro, informações muito mais precisas e carregadas de detalhes inovadores que possuem a plena capacidade de em 04 (quatro) ou 05 (cinco) anos fazer o Esporte Clube Vitoria figurar constantemente na disputa por títulos do Campeonato Brasileiro da serie A, bem como, Libertadores da America.

É possível fazer referência aqui a um jargão da publicidade: “quem não é visto, não é lembrado”.

Nesse planejamento, percebi também que há uma clara metodologia de ordenamento do departamento de futebol que deixa claro a política de que os atletas ou profissionais da comissão técnica se enquadrem na filosofia da forma de jogar do clube e não o clube se enquadre no perfil de atletas ou treinadores. Isso é magnífico e acaba com as velhas praticas das chamadas “barcas” que só vem para o clube com a intenção de dilapidar o patrimônio do clube e nada acrescentam a não ser fracassos e declínios. O clube não pode ficar a serviço de “abutres futebolísticos”. É preciso ter coragem para mudar e querer vencer.

Quero aqui, parabenizar a Paulo Carneiro pelo excelente Planejamento que ele idealizou e elaborou para reestruturar verdadeiramente o Vitoria.

Para alem disso, espero que o torcedor do Vitoria tenha maiores alegrias e merecidamente sejam respeitados e valorizados como o verdadeiro patrimônio do clube.

Luis Antonio Santos e Santos

Radialista/Locutor, Advogado, Gestor de Futebol e Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais

Powered by Dragonballsuper Youtube Download animeshow