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A POLÍTICA SEM MEMÓRIA

CARLOS ROBERTO RODRIGUES HERMENEGILDO
(Advogado e Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino).

              O sistema político brasileiro, devido em grande parte às peculiaridades do seu arranjo institucional, tem gerado crises econômicas e sociais, com consequências catastróficas. O presente trabalho apresenta um pensamento de um humilde estudante e pesquisador, acerca da análise da forma de gerência do sistema político brasileiro no período mais recente.

             A maioria dos políticos fazem política sem ética, sem moral e até pior, sem memória.

Infelizmente, a classe política em regra, é acometida pelo Alzheimer, não tem lembranças e esquecem dos caminhos percorridos até a chegada ao poder.

O ‘poder’ corrompe o homem e destrói a alma. Pessoas passam por cima de tudo e de todos em benefício próprio. Olhando apenas para seu próprio umbigo e esquecendo de exercer o seu papel e a sua função social.

Sinto nojo do que chamam de ‘política’, não foi e nem é, de longe, o que, eu aprendi na teoria nas bancas de Faculdade, pelo contrário. Não existe política e sim, o que existe são mercenários em busca de vantagens pessoais, enriquecimento particular, em detrimento do interesse público, havendo clara malversação do dinheiro público.

Sendo ainda gritante, o fato de que, de dois em dois anos, esses políticos, onde a maioria são vampiros adentram a casa do povo, da mesma forma e com o mesmo modus operandi, levando consigo a dignidade alheia.

Triste mencionar que, à corrupção, é algo cultural, está intrinsicamente enraizada nas entranhas do Povo.

Às vezes em pensamentos e palavras, pensei e mencionei jamais concorrer a qualquer cargo público eletivo, mas fica o dilema: Enquanto os bons permanecerem em silêncio, serão governados pelos maus.

Acredito piamente que, pessoas de mente fraca, não devem ocupar mandato eletivo, visto que, terão seu caráter alterado facilmente pela falsa sensação do ‘poder’, ‘poder’ este passageiro, assim como as águas de um Rio.

Pontuo que, ao invés de apoiar os sonhos dos outros e fazer o mesmo acontecer, deve-se investir em si mesmo, isto é, ninguém deve dar atenção à outrem que, a si próprio, destacando que, ainda assim, você pode trair a si mesmo, entretanto, haveria uma morte moral interna e não publica.

A frase clichê e erroneamente atribuída à Nicolau Maquiavel, “Os fins justificam os meios”, dá a ideia de que, qualquer iniciativa, é válida quando o objetivo, é conquistar algo importante. Mas importante para quem? Si próprio?

Nem em pensamentos deveria ser cogitada, pelo contrário, caráter acima de tudo, palavra também.

Ainda consegui alcançar a época em que, íamos ao Mercadinho ‘Mercearia’ comprar e o proprietário anotava os valores em uma caderneta, ainda havia confiança na palavra. Nos dias atuais, nenhum papel, letramento, ou garantia verbal garante nada, ou seja, os valores morais foram invertidos e jogados no lixo.

Salientando que, os governantes são reflexos da sociedade e vemos há muito, políticos unindo-se com o capeta para não saírem do ‘poder’.

Por fim, cabe ressaltar que, anseio por dias melhores.

Maceió – AL, 20  de agosto de 2018.

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